quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Relatório da 8ª aula prática

No dia 22 de outubro, a 8ª aula prática foi aplicada para os alunos da 8ª série do ensino fundamental da Unidade Escolar Dirceu Arcoverde.
Nesta aula trabalhou-se a Construção da argumentação, focalizando a argumentação de uma maneira sistematizada e percebeu-se, a partir da reflexão, que somos ‘’seres argumentivos’’, pois usamos a linguagem e nosso conhecimento de mundo para agir sobre o outro, para convencê-lo a se comportar como desejamos.
Os alunos pesquisaram textos argumentativos em revistas para expor na sala e fizeram uma leitura mostrando as características que o fazem ser um texto argumentativo. Em seguida os alunos realizaram a atividade proposta ‘’DEFENDENDO IDÉIAS’’ com o objetivo de identificar as marcas de argumentatividade na organização dos textos de propaganda. Trabalhamos a Propaganda '’VOCÊ BONITA DA CABEÇA AOS PÉS’’. Primeiro foi solicitado aos alunos que observassem atentamente a imagem da propaganda e associá-la ao texto verbal do anúncio. E logos após foi feito um debate sobre as informações percebidas pelos alunos na primeira leitura: o aspecto visual do panfleto, a relação entre as imagens, a escolha do tamanho das letras, o leitor alvo deste texto e a finalidade da sua produção.
Para finalizar realizaram a atividade em dupla e socializaram as idéias apontando a relação imagem e texto verbal na construção da argumentação.

Relatório da 7ª aula prática

Dia 13 de outubro de 2009 trabalhamos com a atividade ‘’CRIANDO O POEMA’’ da 7ª aula prática.
A aula foi iniciada a partir de questionamentos relacionados ao fazer poesia e construímos no coletivo a ideia de poesia ser mais que versos arrumadinhos e com rimas, ser BRINCAR com as palavras.
Em slide foi mostrado como exemplo um poema de Ferreira Gullar e outro de Ronald Azeredo reforçando o conceito de fazer poesia trabalhada. Apresentado os poemas foi feito uma interpretação, pelos alunos, observando que a escolha das palavras e a disposição destas, na página não é casual, mas obedece a uma relação que pode ser de sentido ou de forma. Neste momento alguns alunos sentiram dificuldade em perceber a relação do poema ’’texto’’ com a ideia que este expressa.
Esta conversa sobre poemas tinha como objetivo preparar os alunos para a produção de um texto. Em grupos criaram sua ‘’ sua obra de arte’’ e entusiasticamente exporam seus poemas em cartaz.

Relatório da 6ª aula prática


Dia 08 de outubro de 2009 foi aplicado, na turma da 8ª série do Ensino Fundamental da Escola Dirceu Arcoverde, a 6ª aula prática do GESTAR II.
Nesta aula foi trabalhado ‘’Entonação e o sentido da frase’’ a partir de uma atividade dinâmica que tinha como objetivo compreender o papel da entonação e da pontuação para o sentido da frase.
De início foi apresentado em slide uma mesma frase pontuada de maneiras diferentes e em seguida os alunos, em grupo, leram e fizeram uma análise chamando atenção para a diferença de sentido em cada uma das frases e observando, inclusive que é necessário levar em conta que, devido à riqueza das variantes de entonação, a pontuação apenas sugere certos sentidos.
Ao término da atividade proposta, os grupos apresentaram a atividade socializando o sentido das frases e trouxeram outros exemplos para ilustrar a aula. Embora no início não tenham mostrado conhecimento sobre as nomenclaturas apresentadas, no decorrer das atividades demonstraram sua competência sócio-comunicativa.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

EU SOU PROFESSORA!


HOMENAGEM AO PROFESSOR
As bolas de papel na cabeça,
Os inúmeros diários para se corrigir,
As críticas, as noites mal dormidas...
Tudo isso não foi o suficiente
Para te fazer desistir do teu maior sonho:
Tornar possíveis os sonhos do mundo.
Que bom que esta tua vocação
Tem despertado a vocação de muitos.
Parece injusto desejar-te um feliz dia dos professores,
Quando em seu dia-a-diaTantas dificuldades acontecem.
A rotina é dura, mas você ainda persiste.
Teu mundo é alegre, pois você
Consegue olhar os olhos de todos os outros
E fazê-los felizes também.
Você é feliz, pois na tua matemática de vida,
Dividir é sempre a melhor solução.
Você é grande e nobre, pois o seu ofício árduo lapida
O teu coração a cada dia,
Dando-te tanto prazer em ensinar.
Homenagens, frases poéticas,
Certamente farão parte do seu dia a dia,
E quero de forma especial, relembrar
A pessoa maravilhosa que você é
E a importância daquilo do seu ofício.
É por isto que você merece esta homenagem
Hoje e sempre, por aquilo que você é
E por aquilo que você faz.
PARABÉNS!
(autor desconhecido)

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

BEM VINDOS!

O objetivo deste BLOG é registrar o desenvolvimento das atividades realizadas no GESTAR II ,com os alunos da 8ª série do Ensino Fundamental ,na Unidade Escolar Senador Dirceu Arcovderde,no município de São João do Piauí .

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Relatório da 5ª aula prática

Programa Gestão de Aprendizagem Escolar - GESTAR II
Língua Portuguesa - Curso de Formação de Professores
Cursista- Josefa Erica Machado Ibiapino Moura Coelho

No dia 29 de setembro foi aplicada a atividade prática referente aos dialetos do português com os alunos da 8ª série do ensino fundamental da Unidade Escolar Dirceu Arcoverde.
Para iniciar a atividade foi trabalhado o conceito de dialeto e a noção de língua que não se apresenta uniforme e única: elas apresentam variações, conforme os grupos que a usem. Cada uma dessas variações da língua usada por um grupo apresenta regularidades, recursos normais para aquele grupo, e chama-se dialeto.
Numa conversa com os alunos foram relacionados os principais tipos de dialetos: o etário (da criança, do jovem e do adulto); o geográfico, ou regional; o de gênero (feminino e masculino); o social (popular e culto); o profissional e logo em seguida foi aplicado o Avançando na prática, uma atividade super interessante que levou os alunos a produzir o em grupos o ‘’DICIONÁRIO DE JOVENS’’.
Essa atividade tinha como objetivos levá-los a sentir que sua linguagem não é discriminada, trabalhar a construção de textos e discutir a adequação dos termos à situação de cada enunciado. Nessa atividade ao mesmo tempo em que o aluno explicou sua linguagem, também ampliou seu vocabulário, com o uso do dicionário, fazendo uma reflexão sobre a linguagem.

Algumas palavras listadas no ''Dicionário de Jovens'':
·Cara de pouco amigos- cara triste
·Da hora- bonito, interessante
·Fly- homossexual
·Massa – interessante
·Molhado – feio
·Paia - sem graça
·Caô- mentira
·Piriguete- mulher da vida
·Só o bago- gostosa
·Babado – fofoca
·Vazar- sair

Encontro de Gestaleiros - Oficina 10

18 de Setembro de 2009
Estamos construindo texto publicitário com múltiplos significados... Isso exige concentração! Ficou legal, vamos ler?

Não sei por que tem que ser assim,
Diz não viver sem mim
Que sempre estaria ao seu lado
E agora como se eu nunca existisse
Mim troca por outro
E todos aqueles momentos compartilhados,
Foram automaticamente deletados!
Finja como eu, que nada aconteceu
Adeus,
Seu PC
Programa Gestão de Aprendizagem Escolar
Língua Portuguesa - Curso de Formação de Professores
Cursistas: Erica Machado, Luzia Barbosa, Joanny e Socorro

GESTALEIRAS EM AÇÃO!




Luzia e eu aplicando a aula prática'' Coesão textual''.



Relatório da 4ª Aula Prática



Programa Gestão de Aprendizagem Escolar - GESTAR II
Língua Portuguesa - Curso de Formação de Professores

Cursista- Josefa Erica Machado Ibiapino Moura Coelho

As marcas do texto foi o conteúdo trabalhado nesta 4ª aula, dia 15 de setembro, com os alunos da 8ª série do Ensino Fundamental, da Unidade Escolar Senador Dirceu Arcoverde.
Nesta aula os alunos foram provocados a pensarem sobre a ligação (coesão) existente entre as idéias do texto. Para isso os alunos foram convidados a participar de uma brincadeira muito divertida: a construção de uma história maluca.
A dinâmica teve como objetivo a construção coletiva de um texto oral a partir de imagens entregue a eles. Ao receber a ficha foram orientados a observar com atenção e não permitir que o colega ao lado visse a sua imagem. Em seguida escolhemos um aluno para fazer o registro simultâneo no quadro negro e um outro para iniciar a história sendo que os demais não podiam interferir enquanto cada um estivesse inventando a sua parte na história.
Durante a elaboração do texto fiz interferência relacionada à construção de sentidos coerentes e para escolha de conectivos que garantiram a coesão do texto coletivo. No final fizemos a revisão coletiva do texto que foi lido em voz alta e os alunos criaram o título: Um dia de motorista.
A história maluca foi um sucesso que numa brincadeira divertida levou a uma construção textual dinâmica para trabalhar o conteúdo ‘’Coesão textual’’ e os alunos registraram em seus cadernos.



sábado, 5 de setembro de 2009


Relatório da 3ª Aula Prática

No dia 13 de agosto de 2009 foi desenvolvido a 3ª aula prática com os alunos da 8ª série do Ensino Fundamental da Unidade Escolar Senador Dirceu Arcoverde.
Para iniciar a aula trabalhou-se a ideia de estarmos em contato com diferentes situações de leitura já que no nosso dia-a-dia encontramos variados textos, espalhados em locais públicos. Em seguida foi proposto aos alunos observar quais textos e quais situações de leitura encontram na vizinhança, na escola, na sala de aula,enfim no dia-a-dia.Esse momento gerou uma discussão interessante sobre espaços que envolvem as diversas situações de leitura identificadas pelos alunos. A partir dessa dinâmica foram questionados ainda, sobre qual é objetivo do leitor em diferentes momentos de leitura. Podemos ler para estudar ,ler para se divertir ou ler para se informar e para cada objetivo que temos diante destas leituras também estamos diante de um espaço ou situação de leitura diferente.
Contando com um clima de interesses múltiplos e muito entusiasmo a turma foi dividida em dois grupos, os quais a partir de gravuras de revistas ,jornais e livros construíram um painel com imagens que revelam as diferentes situações de leitura.O trabalho foi exposto e socializado entre os grupos que repensaram o espaço da sala de aula também como espaço de leitura.

Programa Gestão de Aprendizagem Escolar - GESTAR II
Língua Portuguesa - Curso de Formação de Professores
Cursista- Josefa Erica Machado Ibiapino Moura Coelho


RELATÓRIO DA 1ª e 2ª AULA PRÁTICA

O presente relatório tem como objetivo apresentar aos colegas cursistas e a formadora do Programa GESTAR II os resultados das práticas partilhando a experiência vivenciada na sala de aula.
Iniciou-se a 1ª prática com os alunos da 8ª série da Unidade Escolar Senador Dirceu Arcoverde apresentado a biografia de Carlos Dummond de Andrade. Em seguida foi mostrado outros textos e usando a intuição lingüística e o conhecimento de mundo para identificar ,por meio de semelhanças ,textos biográficos.
Durante a aula trabalhamos o conceito de biografia e a finalidade desse gênero textual caracterizando –o. Para dinamizar a aula os alunos visitaram a biblioteca da escola em busca de biografias, as quais os encantaram, pois conheceram a história de vida de alguns escritores que já ouviram falar.
Esta dinâmica teve como foco principal estimular os alunos a elaboração de usa própria biografia.
A 2ª prática foi iniciada com uma dinâmica que consta na divisão da turma em dois grupos e um grupo diz secretamente a um representante do outro grupo o nome de um objeto. Em seguida o representante diante da sala ,descreveu o objeto sem dizer o nome e os membros desse grupo tentavam identificar o objeto pela descrição objetiva e subjetiva. O grupo que adivinhar ,dentro do prazo estipalado ,ganhava o ponto. Esta atividade teve como objetivo trabalhar a tipologia textual descritiva. Ao término da dinâmica os alunos produziram um texto descrevendo um objeto ou algo de grande valor pessoal. O desafio dessa atividade é dar o maior número de informações possíveis ,mas identificá-lo apenas na última linha do texto.
Para concluir foi feito uma rodada de leitura em voz alta estimulando a participação de todos recheado com comentários e opiniões sobre a clareza, objetividade ,marcas de um texto descritivo observando inclusive, que muitos gêneros textuais apresentam vários tipos textuais.

Programa Gestão de Aprendizagem Escolar - GESTAR II
Língua Portuguesa - Curso de Formação de Professores
Cursista- Josefa Erica Machado Ibiapino Moura Coelho


ANÁLISE DO FILME ‘’NARRADORES DE JAVÉ’’

O que significa fazer o ‘’papel de escriba’’?

Quando assistimos ao filme : Narradores de Javé discutimos a questão do papel da escrita na sociedade. Os personagens se sentiam importantes em registrar sua história naquele livro, pois na verdade era sua identidade que ia ali, seus antepassados, sua história. Era um texto científico e esse gênero nos remete a algo de muito valor social, uma vez que a história só existe a partir da escrita, antes disso é só pré-história, como eu escrevi no relato sobre a visita à exposição Lusa - a matriz portuguesa. No entanto, o personagem de Antônio Biá foi excluído justamente por ser o único a dominar a escrita na cidade. Com isso podemos dizer que a escrita só assume seu real valor numa comunidade, quando ela possui uma função social. Além de discutirmos o papel da escrita, também levantamos muitos intertextos presentes na história. Ela ressaltou que na administração, nos documentos da história da cidade, não há nada registrado a seu respeito.
Qual o papel do escriba naquela comunidade?
Conta a história de um povoado perdido no interior brasileiro, que se vê às voltas com a construção de uma usina hidrelétrica em sua região, o que levará à inundação de todo o vale de Javé, ameaçando a própria existência da comunidade. Em face desse perigo, os moradores do povoado resolvem em assembléia realizar um esforço “científico” de recuperação e escrita de suas “grandes histórias” do passado, na esperança de mostrar que o vilarejo era um patrimônio histórico a ser preservado e assim evitar seu desaparecimento. Analise os traços de oralidade daquela comunidade. Num vilarejo como Javé, que reflete a realidade de muitas pequenas cidades do sertão brasileiro, a oralidade não é simplesmente uma tradição, é também um traço conjuntural, devido à precária situação sócio-econômica dos moradores quase todos analfabetos. No filme, ao receber a notícia da inundação, os moradores ficaram desesperados, por não possuírem nenhum registro histórico que comprovasse o valor cultural do lugarejo. Por mais que eles conhecessem e soubessem revelar o tesouro de Javé à sua maneira, acabaram reféns da ausência de uma versão oficial documentada. Identificar espaços em que os traços caracterizadores da sociedade como informacional – o registro, a documentação, os arquivos, os acervos, a tecnologia etc. – não são evidentes não significa dizer que não haja informação e conhecimento, mas sim que eles estão fixados em outra instância, volátil, que é a da oralidade, do boca a boca, o que deve ser especialmente analisado. Isso nos leva a uma necessidade instigante de busca pela qualificação daquilo que pode ganhar o estatuto de memorável, informativo, e logo, constitutivo de identidades sociais nesses grupos específicos. Sociologia, Antropologia, Arqueologia, História: várias são as Ciências Humanas que se interessam pelas comunidades e pelos grupos sociais nos quais a oralidade é um aspecto marcante. Analise o processo de construção da escrita do personagem que faz o papel de escriba.

Os moradores do povoado resolvem em assembléia realizar um esforço “científico” de recuperação e escrita de suas “grandes histórias” do passado, na esperança de mostrar que o vilarejo era um patrimônio histórico a ser preservado e assim evitar seu desaparecimento.
Para isso, decidem convocar Antônio Biá (interpretado por José Dumont), antigo carteiro e único a dominar as letras no povoado, e que havia sido banido para os arredores do vilarejo por falsificar e enviar cartas maledicentes sobre os outros moradores, no intuito de manter a agência dos correios em atividade e preservar seu emprego.
A maior parte do filme é ocupada pelas peripécias de Antônio Biá, coletando com os membros mais destacados da comunidade as tais “grandes histórias do povo javético” e se preparando para fixá-las pela escrita num caderno grande e imponente. A tarefa, no entanto, não chega a se concretizar, pois o escriba se perde em função das inúmeras discordâncias entre as narrativas que coletava com os moradores e das suas próprias tendências para a preguiça e o delírio criativo. Ao final da narrativa, as esperanças da comunidade se frustram e o vilarejo é inundado, mas seus antigos moradores seguem juntos para se estabelecerem em outro território. Triste diante imagem das casas que submergiam, Antônio Biá resolve retomar sua empreitada e começa, efetivamente, a registrar em seu caderno a história do povo de Javé, que segue em seu encalço, discutindo interminavelmente sobre qual “verdade” deveria ser fixada pela escrita.

Qual a relação entre oralidade e escrita?

Nas sociedades de tradição oral não há necessidade de memorização integral, palavra por palavra, mas o comportamento narrativo como papel mnemônico tem a função de atualizar o passado: “enquanto a reprodução mnemônica palavra por palavra está ligada à escrita, as sociedades sem escrita, excetuando certas práticas de memorização das quais a principal é o canto, atribuem à memória mais liberdade e mais possibilidades criativas”, diz Le Goff e que fica visível no filme: a principal concordância nas narrativas são os limites cantados da terra cultivada por cada família ou grupo. A escrita, temida pelo povo de Javé, altera a relação com as palavras, fixa as idéias, rouba-lhe o movimento. A escrita é a anti-fala diz Lefevre (1991, p. 164-165), embora também afirme que a escrita jamais consegue suplantar completamente a tradição oral. “O importante é notar o caráter imperativo da escrita e do inscrito e sua duração. A escrita faz a lei. Muito mais ainda, ela é a lei. (...) ela obriga pela atitude imposta, pela fixação, pela recorrência implacável, pelo testemunho (transmissão e ensino) e pela historicidade assim estabelecida para a eternidade”.A oralidade permite um refazer constante do passado a ponto de não separá-lo do presente.Porém, vemos no final do filme uma reconciliação entre oral e escrito, momento em que Biá começa a escrever afoitamente no “livro da salvação”, talvez pela força do acontecimento que literalmente traga Javé. Penso que é um pouco o que diz Michel de Certeau (1988), ao analisar as relações entre oralidade e escrita.

Analise as práticas de letramento daquela comunidade.

Assim como as sociedades no mundo inteiro, tornam-se cada vez mais centradas na escrita, e com o Brasil não poderia ser diferente. E como ser alfabetizado, ou seja, saber ler e escrever, é insuficiente para vivenciar plenamente a cultura escrita e responder às demandas da sociedade atual, é preciso letrar-se, ou seja, tornar-se um indivíduo que não só saiba ler e escrever, mas exercer as práticas sociais de leitura e escrita que circulam na sociedade em que vive.Como você percebe a relação entre ser alfabetizado e ser letrado no contexto do filme? A escrita, para eles nasce com certa finalidade, como se fosse uma arma para o combate com opressor e para poder se falar a língua dele. O que significa não ler nem escrever numa sociedade como a nossa, letrada? É ficar ao Leo, a deriva?! O que leva o analfabeto ao primeiro impulso de letramento? Sua relação com seu opressor – mesmo quando o oprimido, iludido, culpa o mundo cão, hoje sabemos que as precárias condições de estudo têm sim culpados e elas não estão assim por causa da tragédia natural e inerente à vida. O primeiro motivo que o leva a se alfabetizar geralmente é sua busca por poder e sobrevivência, portanto, não é a partir de alguma reflexão sobre a escrita ou o conhecimento, nem é fazendo a comparação: isso ou aquilo, a partir do momento que as idéias se fixarem num papel, mudará. Em que atividades práticas, no contexto da sala de aula, você exerce o papel de escriba. A escrita das histórias pode ser feita pelo professor, como escriba. Neste caso, os alunos vão ditando e ele vai escrevendo, depois ele lê com eles, faz uma revisão em conjunto e passa a limpo na versão definitiva. Se for parte do projeto do professor, a organização de um livro de mitos e lendas da turma, cada aluno pode ganhar uma cópia para ir organizando o seu. Pode também ser feito um livro coletivo grande, em folhas de papel pardo. O importante é que todos possam ter acesso ao texto, para tentar lê-lo, procurar palavras etc. Caso a turma já tenha alunos que saibam escrever, organiza-se em duplas e deixa-se cada uma escolher a história que gostaria de escrever. Mitos como Lobisomem, Mula-sem-cabeça, Boitatá, Saci, Curupira e Caipora podem ser personagens de várias histórias Qual a importância do escriba na construção da leitura e da escrita? Nos tempos da pirâmide e dos Faraós, a escrita era privilégio de poucos, por isso a figura do escriba era fundamental na administração do antigo Egito: "Quando uma pessoa iletrada precisava redigir ou ler um documento, via-se obrigada a pagar o serviço de um escriba. Cerca de 12 anos eram necessários para que alguém estivesse em condições de ler e escrever os cerca de 700 hieróglifos que eram comumente usados no decorrer do Império Novo e os estudos podiam começar aos quatro anos de idade. Muitos exercícios escolares antigos sobreviveram em seu inteiro teor, com correções dos professores, e são geralmente cópias dos clássicos egípcios. A máquina administrativa egípcia era formada basicamente por escribas. Eles se encarregavam de organizar e distribuir a produção; de controlar a ordem pública; de supervisionar todo e qualquer tipo de atividade. Obedeciam a autoridade dos faraós ou dos templos. Conhecer a escrita era a chave para toda a erudição daqueles tempos e os escribas se tornaram os depositários da cultura leiga e religiosa e acabaram dominando todas as atividades profissionais, a ponto de ocuparem até os cargos de oficiais do exército durante o Império Novo. Agrônomos, engenheiros, contadores ou sacerdotes, podiam acumular vários cargos e muitos o faziam. A importância do escriba para a antiga sociedade egípcia era inquestionável, sem ele os historiadores e arqueólogos não teriam como decifrar alguns enigmas daquela época.
Programa Gestão de Aprendizagem Escolar - GESTARII
Língua Portuguesa - Curso de Formação de Professores
Cursista- Josefa Erica Machado Ibiapino Moura Coelho

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Abra o olho

Conta a literatura brasileira que o dono de um pequeno comércio, amigo do grande poeta Olavo Bilac, abordou-o na rua:
- Sr. Bilac, estou precisando vender o meu sítio, que o senhor tão bem conhece. Será que o senhor poderia redigir o anúncio para o jornal?
Olavo Bilac apanhou o papel e escreveu. "Vende-se encantadora propriedade, onde cantam os pássaros ao amanhecer no extenso arvoredo, cortada por cristalinas e marejantes águas de um ribeirão. A casa banhada pelo sol nascente oferece a sombra tranquila das tardes na varanda".
Meses depois, topa o poeta com o homem e pergunta-lhe se havia vendido o sítio.
- Nem penso mais nisso, disse o homem, quando li o anúncio é que percebi a maravilha que tinha!
Às vezes, não descobrimos as coisas boas que temos conosco e vamos longe atrás de miragens e falsos tesouros. Valorize o que você tem, a pessoa que está ao seu lado, os amigos que estão perto de você, o emprego que Deus lhe deu, o conhecimento que você adquiriu, a sua saúde, o sorriso, enfim, tudo aquilo que nosso Deus nos proporciona diariamente para o nosso crescimento espiritual.
Abra seus olhos.